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V. Guimarães: investidores apostam em Pepa e Bino bateu com a porta

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Pepa vai ser o treinador do Vitória de Guimarães e o acordo com o técnico ditou a saída de Bino, a duas jornadas do fim da Liga. Moreno assumiu o comando da equipa até final do campeonato e com uma assembleia geral extraordinária marcada para dia 29 a análise de uma temporada com quatro treinadores virá, certamente, a ser evocada, assim como a situação financeira do Vitória. E esta foi determinante no processo de entrada de Pepa e saída de Bino.

O Maisfutebol noticiou a 5 de maio que Pepa tinha acordo para ser treinador do Vitória de Guimarães a partir de 2021/22 e essa mudança foi praticamente confirmada com o anúncio formal da saída de Pepa de Paços de Ferreira, em declaração conjunta com o presidente dos castores, a 9 de maio.

No dia 11, Bino fez a antevisão ao jogo com o Famalicão e não escondeu o desagrado com as notícias de que Pepa seria o treinador do Vitória a partir de 2021/22. O então treinador dos vimaranenses apontou a uma promessa do presidente do clube, nunca desmentida publicamente, de que seria o técnico caso os objetivos fossem alcançados e caso assim o desejasse.

«Eu tinha contrato com o Vitória de um ano e meio, mas quando assumi a equipa A deixei de ter um ano de contrato e fiquei com este período até final da época para que não houvesse dúvidas de que os objetivos que eram propostos, sendo alcançados, pudéssemos ter aqui uma continuidade ou não. Eu e o presidente sabemos o que foi falado» – Bino, antes do Famalicão.

O treinador questionou o presidente Miguel Pinto Lisboa sobre a chegada de Pepa após a conferência de antevisão ao duelo com os famalicenses e voltou a fazê-lo já no estágio da equipa em unidade hoteleira, e na presença de outros elementos do staff. Bino teve a confirmação de que Pepa iria ocupar o cargo e encarou o modo como o processo foi gerido como uma total quebra de acordo, naquilo que conversara com Pinto Lisboa – «Eu e o presidente sabemos o que foi falado», dissera –  desde que passara da equipa B para a formação principal.

Logo ali, nessa noite, afirmou que queria rescindir contrato, independentemente de ainda poder atingir objetivos.

Relutante, pois achava que não havia condições para tal depois do que ouviu do dirigente vimaranense, o técnico ainda se sentou no banco do Vitória porque entendeu que tinha um compromisso para com os jogadores e a instituição.

A decisão de sair, no entanto, estava tomada, fosse qual fosse o resultado.

Após o jogo, o Vitória quis que a única declaração dos seus responsáveis fosse na sala de imprensa, pelo presidente Miguel Pinto Lisboa, e apenas para falar da arbitragem.

Com o processo a terminar na saída efetiva de Bino, faltava saber razões para um fim de ciclo à beira de duas jornadas do final do campeonato.

De acordo com o que se apurou, Miguel Pinto Lisboa concordou na contratação de Pepa e, desse modo, teve de descartar Bino para a temporada seguinte, mesmo que este atingisse a qualificação europeia a que se propôs: foi por isso que rescindiu um contrato até 2022 e assinou outro até final da época, pois sabia que a continuidade dependia dos resultados e, não conseguindo a meta europeia, o Vitória também nada lhe deveria.

A entrada do antigo técnico do Paços, que vinha a ser preparada, foi condição de um grupo de empresários que está disposto a investir num Vitória que em março obteve um empréstimo de 20 milhões de euros, com base nas receitas televisivas, e cujo presidente assumiu quebras de receitas acima dos 50 por cento já em período de pandemia.

Entre as várias mudanças no clube minhoto, o Vitória prepara-se também para oficializar a chegada de Jaime Teixeira como novo diretor-geral, depois da saída de Carlos Freitas, em março. 

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