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Rui Jorge: «Tiro o chapéu à equipa por ter feito o que não é normal»


Rui Jorge, selecionador da equipa de sub-21, em declarações na sala de imprensa do estádio Ljudski Vrt, após a passagem à final do Campeonato da Europa de Sub-21:

«A sensação é ótima. Em relação ao jogo acho que Espanha foi superior na qualidade do seu jogo. Não conseguimos neste duelo de equipas que jogam bem e têm bom controlo de boa, não os superamos Tivemos de defender mais baixo do que gostamos, mas ainda. A partir do momento em que a Espanha tomou conta da bola, criámos situações de ataque rápido e fizemos um golo com sorte. Mas é injusto para Espanha não atingir a final e tenho de considerar muito justa a nossa passagem pelo que os meus jogadores fizeram.

A versatilidade da equipa vê-se nestes jogos. Jogámos contra o expoente máximo da posse e circulação de bola. Conseguimos suster esse estilo e qualidade de jogo apesar de não termos feito o que gostamos de fazer. Mas isso aconteceu por superioridade do adversário. Quando assim é, reconheço o mérito ao adversário. Não conseguimos bater Espanha nesse tipo de jogo, recorremos a outro e ganhámos.»

[Início da segunda parte]: «Foi o nosso pior momento. Não estivemos confortáveis no jogo. A mudança de sistema permitiu-nos ficar mais confortáveis apesar de Espanha continuar a ter algum domínio sobre nós. Não foi tão difícil como nos primeiros minutos da segunda parte. Estivemos desequilibrados e eles criaram situações onde poderiam ter marcado.

Em ataques rápidos poderíamos ter feito mais golos, o que seria bastante injusto atendendo ao que se passou no jogo. 

Sei o que os meus jogadores querem e gostam. Escolho-os para um determinado tipo de jogo e sei que para eles não é tão agradável estar em momento defensivo. Pelas minhas apreciações, estou a ser bastante injusto para com eles. Eles fizeram algo que não é normal fazerem neste espaço e fizeram-no com todo o brilhantismo, convicção e intensidade. Tiro-lhes o chapéu.

Apesar de não termos feito o jogo que gostamos, os jogadores foram enormes no sacrifício e na coesão que demonstraram. Já o disse: acho que tivemos a sorte do jogo. A Espanha esteve melhor no jogo e fez o que nós tentámos e não conseguimos fazer. Superiorizou-se a nós. Quando digo que é injusto para a Espanha não estar na final, não deixo de dizer que é justo para os meus jogadores pelo que fizeram e por terem feito o que não gostam. Quando o adversário é melhor, há que o reconhecer. Conseguiram ser mais fortes do que nós nesse aspeto. 

A partir da alteração tática a coisa equilibrou-se ligeiramente. Às vezes basta um pequeno lance para que a coisa se equilibre. As tendências do jogo podem ter interferências psicológicas e uma equipa ganha mais confiança por causa de um lance perigoso. Existiram tantos lances decisivos que poderiam ter mudado o jogo: houve a oportunidade do Leão na primeira parte, a bola ao poste da nossa baliza. Não consigo apontar um momento.»

[Adversário para a final]: «Parece-me lógico que conhecemos melhor a Holanda do que a Alemanha Nenhuma das duas equipas será fácil. Já disse que é impossível não chegar uma equipa muito boa à final. Se fosse a Holanda, não teríamos vantagem sobre eles assim como eles não teriam sobre nós.»

 



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