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Rui Jorge: «Hoje é o dia em que tudo parece baço»


Rui Jorge, selecionador nacional dos sub-21, em declarações na sala de imprensa do estádio Stožice, após a derrota na final do Campeonato da Europa da categoria frente à Alemanha:

«Acho que foi um jogo equilibrado ente duas boas equipas. O jogo foi um bocadinho marcado pelo cansaço das duas equipas o que levou a que ambas cometessem erros técnicos que nem são normais. Foi um jogo dentro do que perspectivávamos. A velocidade de circulação deles colocava bolas sobre a linha que permitia cruzamentos.

Sabíamos que isso poderia suceder atendendo ao sistema em que estavam a jogar. A Alemanha ia ter essa vantagem, nós iríamos ter possibilidades por zona interior e foi mais ao menos isso que aconteceu.

Criámos algumas situações depois do golo, mas também concedemos situações mais perigosas depois do golo. Ficámos um bocadinho mais expostos defensivamente perante as forças da equipa alemã. Sabíamos disso, mas a perder 1-0, estávamos dispostos a correr esses riscos. Não foi o suficiente para conseguirmos marcar, mas graças a uma excelente exibição do Diogo [Costa] não sofremos mais.

Hoje é o dia em que tudo parece baço e nada parece brilhar ou ter o encanto e o brilho que efectivamente teve este percurso. É das coisas que hoje não vai muito a pena falar. Acabámos de perde rum jogo que nos dava um troféu que ambicionávamos muito. Deixámos tudo e foi isso que pedi aos jogadores em todos os jogos. Isso aconteceu. Não conseguimos pegar nesse troféu mais uma vez e tudo o que possa dizer hoje, infelizmente porque o futebol é assim, vai parecer mais baço. Vou deixar acalmar a coisa. Mais tarde, teremos consciência do que foi o nosso percurso e teremos tempo para olhar para ele e ver o que de extraordinário fizeram estes jogadores. Deixámos pelo caminho seleções fortíssimas para chegar aqui e ter o direito de disputar este troféu.

Frieza?  É uma grande decisão uma final como é uma grande decisão uma meia-final. Não consigo distinguir o peso de uma ou de outra. Não podemos falar num dia de sermos uma equipa adulta e no dia seguinte falar de falta de frieza. É natural, são jogos complicados. Aos 44 podíamos estar a fazer 1-0 e aos 48 estávamos a perder 0-1. Isso pesa na cabeça dos jogadores independentemente do passado ou da experiência que eles têm. Não quero arranjar esse tipo de desculpa. Foi um jogo contra uma grande equipa e os jogos ganham-se, perdem-se. Ganhámos vários para estar aqui. É um soco grande, dói, mas é a vida dos treinadores e dos jogadores. Por vezes, têm uma semana para se levantar e continuar, nós temos percurso de dois anos o que é mais penoso. Mas vamos continuar tudo outra vez. 

Para alguns deles é um final do percurso a nível de sub-21. O percurso agora passa para outra etapa por questões de idade. Outros continuarão neste espaço se não forem pretendidos no escalão acima. As minhas palavras foram o que disse aqui. Hoje parece e é tudo muito mau, amanhã com outro discernimento olharemos para o percurso que fizemos e vamos orgulhar-nos dele. Custa chegar a uma final de sub-21, custa eliminar as seleções que eliminámos. Desde o primeiro minuto que desde que chegaram aqui, fizeram tudo para seguir os princípios que defendemos, sempre tiveram respeito para com os adversários. Há coisas que parecem invisíveis aos olhos de muita gente, mas que fazemos questão que se mantenham e eles fizeram-no desde o primeiro minuto.»



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