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Rui Jorge e a segunda final perdida nos sub-21: «Custa o mesmo»


Depois de 2015, Rui Jorge perdeu a segunda final de um Europeu de sub-21. No final do encontro frente à Alemanha, o selecionador nacional confessou que o sabor da derrota é idêntico ao que sentiu após a final de Praga.

«É igualmente amargo. As expetativas que querem colocar na equipa não consigo controlar. Apenas tento controlar o que os meus jogadores devem pensar e tentar encaminhá-los no pensamento coletivo. Foi o que fizemos. Nunca tivemos as expetativas em alta. Tivemos o cuidado de fazer o melhor, de preparar cada jogo da melhor forma possível e encará-los com a máxima seriedade. Fico satisfeito pelo comportamento dos jogadores. Até ao último segundo lutaram por continuar mais um bocadinho nesta prova e tiveram esperança de conquistar o troféu. Não conseguimos fazê-lo, mas tentámos de tudo», começou por dizer, em conferência de imprensa, antes de continuar. 

«Custa mesmo [que em 2015]. Custa muito, mas é a nossa profissão. Custa por nós, equipa técnica, mas custa muito pelos jogadores. Claro que conduzi-los até à final é algo que nos deixa orgulhoso. Dar-lhe a possibilidade de estarem nestes palcos a discutir estes troféus, deixa-nos imensamente satisfeitos. Quando se chega a este jogo, há um troféu para levar. A FPF e o senhor presidente ambicionam muito conquistá-lo. Lutámos novamente por ele, mas uma vez mais não o conseguimos agarrar. É muito duro. Temos de respirar fundo muitas vezes e fazer uma preparação prévia para tudo isto. O treinador tem de tentar ao máximo lidar com as emoções.»

Rui Jorge foi confrontado ainda com a opção de substituir Vitinha, um dos melhores jogadores de Portugal na prova, à entrada para os últimos trinta minutos. 

«Não concordo que estivéssemos numa altura de jogo de espaços tão curtos. Estávamos numa fase onde as perdas de bola eram mais, havia mais transições. O Vitinha é tremendo. Fez uma fase final estupenda, mas senti-o fatigado em termos físicos e isso leva a tomadas de decisão que não são as melhores num jogador que tem tomadas de decisão excecionais. Senti que já não estava nas melhores condições e tomei outra opção», justificou. 



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