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N’Dinga em choque com a morte de Neno: «Choro desde que acordei»


Neno. Toda a gente gostava de Neno. O sorriso, aquele sorriso, não nos sai da cabeça. Muito menos da cabeça dos que tinham o privilégio de ser seus amigos. N’Dinga era um deles, um dos melhores. 

Este artigo nasce, precisamente, ao contrário. Do telefonema de N’Dinga ao jornalista. E cresce com as perguntas do histórico médio do Vitória, radicado em Toronto, Canadá, há 20 anos

N’Dinga e Neno eram amigos desde 1988, ano em que o guarda-redes trocou de Vitórias: saiu de Setúbal e chegou à Cidade-Berço. N’Dinga já jogava de rei ao peito e era um dos líderes do balneário. 

«Fui eu que apresentei o Neno ao plantel todo. Um minuto depois já era ele que estava a falar e a fazer rir os companheiros todos. Não consigo acreditar nisto, estou a chorar desde que acordei. Já se sabe o que se passou?»

Neno é o segundo em cima, a contar da esquerda; N’Dinga é o quinto

 

Neno acabou por sair para o Benfica em 1990 e regressou a Guimarães para acompanhar por dentro a última época de N’Dinga. O congolês é quatro ano mais novo. 

«Não sei se vocês se acreditam, mas isto é mesmo verdade: eu nunca vi o Neno chateado com ninguém! Mesmo quando ia para o banco, o Neno ia abraçar o outro guarda-redes e dar-lhe conselhos. Foi a melhor pessoa que conheci em Portugal, não estou a exagerar.» 

Neno deixou-nos demasiado cedo. Aos 59 anos. N’Dinga, do outro lado do Atlântico, chora como um menino. «Recebi uma mensagem de um amigo comum. Mas não me dizem o que aconteceu. Foi repentino? Só me lembro dele a imitar o Julio Iglésias. Amigo, escreva isto por favor: o Neno não era só um dos bons, o Neno era o melhor. As minhas condolências à família, em especial às filhas.»

 



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