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Europeu Sub-21: Alemanha-Portugal, 1-0 (crónica)


Depois de 1994 e de 2015, 2021. E outra vez aquela maldita sensação de dor e tristeza.

Portugal voltou a cair (de pé) na final de um Europeu de sub-21. Desta feita, a seleção nacional perdeu frente à Alemanha por 1-0 graças a um golo de Nmecha.

Para a final em Liubliana, Rui Jorge fez duas alterações na equipa inicial com as entradas de Florentino e de Tiago Tomás para os lugares de Gedson e de Leão. A verdade é que Portugal começou melhor que a Alemanha e assustou Dahmen com um cabeceamento do avnaçado do Sporting.

No entanto, os germânicos mostraram as garras a partir dos 15 minutos. Wirtz gelou um país inteiro quando acertou na trave da baliza de Diogo Costa. Os alemães circulavam rapidamente a bola da esquerda para a direita e encontravam, invariavelmente, espaço para cruzar pelo lateral Baku. As principais jogadas de perigo surgiram, quase todas, por esse corredor.

Foi assim, por exemplo, que Baku deixou Nmecha na cara de Diogo Costa. Porém, o guarda-redes português venceu o primeiro duelo com o avançado que pertence aos quadros do Manchester CIty. 

Por sua vez, Portugal sentiu dificuldades quer para ter bola, quer para sair em contra-ataque. A pressão adversária começava logo à saída da área portuguesa e não havia quem segurasse a bola no ataque e esperasse a subida da equipa.

Numa das raras excepções, Dany Mota encontrou Vitinha na área. O médio dos Wolves driblou um adversário, sentou o guarda-redes… e voltou a driblar, perdendo hipótese de rematar.

Ao intervalo o nulo aceitava-se, embora a Alemanha tivesse sido a equipa mais perigosa. Portugal trocou Dany Mota por Leão ao intervalo, mas não resolveu os problemas defensivos no corredor esquerdo e pagou caro por isso. Numa jogada como tantas outras que os alemães haviam feito na primeira parte, Baku isolou Nmecha. O avançado driblou Diogo Costa e atirou para o fundo da baliza lusa.
 

Em desvantagem, a «equipa das Quinas» passou a ser ousada e tentou ser feliz – quiçá pudesse ter arriscado mais cedo a partir do banco. Encostou a Alemanha, teve bola e criou oportunidades – Fábio Vieira ficou perto de um golaço do meio-campo. Ao mesmo tempo que procurava o empate, Portugal ficou mais exposto e poderia ter sofrido novamente não fosse a exibição monumental de Diogo Costa – negou o golo a Adeyemi por duas vezes, e a Nmecha. 

Rui Jorge lançou Jota e Francisco Conceição por TT e Vitinha (exibição cinzenta a contrastar com o que fez no resto da prova). Mais tarde, lançou Gedson para o lugar de Florentino e trocou Conté por Gonçalo Ramos.

Enfim, Portugal tentou, tentou, mas esbarrou na competência alemã e viu o título fugir-lhe pela terceira vez na sua história. 

 



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