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«A responsabilidade é minha, mas vou conversar com os jogadores»


Fernando Santos, selecionador nacional, comentou desta forma a derrota de Portugal frente à Alemanha (2-4), na segunda jornada do Grupo F do Euro 2020. Em conferência de imprensa, o treinador diz que a equipa estava preparada para o plano de jogo da Alemanha mas não conseguiu contrariar verdadeiramente essa estratégia:

«Cada equipa montou a sua estratégia, a Alemanha não alterou nada em relação ao jogo com a França, Portugal também não mudou muito, mudou apenas o posicionamento no corredor central. A responsabilidade é minha. Na primeira fase do jogo, embora com domínio da Alemanha, Portugal conseguiu controlar. Depois veio aquele período de paragem, a equipa tinha superioridade numérica no meio-campo mas baixou muito as linhas, sofremos golo num contra-ataque nosso de 4×4.»

As mudanças para a segunda parte: «Contra uma equipa como a Alemanha, só fazer duas faltas na primeira parte…Se não consegues parar o adversário e tens dificuldade em ter bola…. Tentei modificar na segunda parte, tentando dar um pouco mais de força à equipa com o Renato, pensei que ia resultar bem, mas sofremos logo o terceiro golo e a partir aí foi correr atrás do prejuízo. Ainda fizemos o 4-2 e tivemos o lance no poste, mas a Alemanha foi superior e a responsabilidade será sempre minha. O apuramento depende de nós e compete a nós dar a resposta.»

O jogo de Portugal é demasiado previsível? «A Alemanha também foi previsível no que fez. A questão depois tem a ver com a dinâmica do jogo. No plano teórico, a Alemanha estou bem Portugal e nós estudámos bem a Alemanha, mas eles foram superiores. Agora vamos pensar no jogo com a França. Temos todas as condições para alcançar o resultado que nos permita seguir em frente e é isso que queremos.»

Se fosse agora, mudava algo na equipa? «Não conseguimos conter a Alemanha, a responsabilidade é minha, nada de questões individuais dos jogadores. Ninguém individualmente consegue resolver. Como equipa, sim. Só fizemos duas faltas na primeira parte. Uma equipa que não consegue ter bola e que não consegue parar o adversário longe da área, fica difícil. A responsabilidade é minha, mas vou ter de conversar com os jogadores, para discutirmos o que temos de fazer de diferente.»



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