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«Se querem que o futebol continue a ter paixão, não pode haver mais VAR»


A propósito da queixa da APAF (Associação Portuguesa de Árbitro de Futebol) contra o Benfica, Jorge Jesus, Grimaldo e Otamendi, o técnico dos encarnados fez uma longa reflexão sobre a arbitragem, com especial foco no VAR.

Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Nacional, Jesus deu o exemplo do que acontecer na partida entre Real Madrid e Sevilha, no domingo, para dizer que a ferramenta do vídeo-árbitro precisa de alterações.

«Vocês sabem que eu sou um defensor da autoridade dos árbitros dentro do campo, sobre o que é o jogo e não só. Eu nunca posso ser julgado [pelas palavras após o clássico com o FC Porto]. Quem tem de ser julgado é a APAF, porque o que eu digo é verdade. Não vou ter nem mereço castigo, seja qual for. E volto a frisar: a APAF tem é de preocupar-se com os problemas da arbitragem portuguesa e não se os treinadores concordam ou não. Isso faz parte de um país democrático», defendeu.

Depois, Jesus falou especificamente do VAR. «Gostava que a APAF pensasse que o VAR tem de ser mudado, para bem do futebol. Não tenho dúvida nenhuma e tenho ideias», começou por dizer.

«Ainda ontem estava a ver o Real Madrid-Sevilha. O Real ia fazer o 2-1 de penálti e depois o VAR, passado varias ações do jogo, nas quais os adversários tiveram mais que tempo para anular a jogada, vão buscar um penálti a favor do Sevilha. Em vez de estar a ganhar 2-1, o Real sofreu o 2-1. O VAR tem de mudar. Isto não é compatível com o futebol. O VAR tem de começar a ser decidido ou numa zona final, ou nas ultimas três decisões do jogo. Não pode haver mais VAR do que o que já há, se querem que o futebol mundial continue a ter paixão e emoção. Hoje se marcas um golo tens de ficar quietinho à espera para ver se é golo ou não. Isto não é um problema da APAF, mas a APAF pode ter ideias sobre isso», argumentou.



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