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Rui Vitória: «Quero um clube que me permita ganhar títulos»

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Rui Vitória deu uma entrevista o L’Équipe em que falou do sucesso dos treinadores portugueses em França e dos planos que tem para a carreira. O antigo técnico do Benfica, que como o Maisfutebol escreveu é forte hipótese para o Spartak Moscovo, apresentou-se como um treinador «honesto, comprometido e trabalhador», ressalvado estar disponível para projetos ganhadores.

«É verdade que lancei Félix, Ruben Dias ou Renato Sanches, mas sou um treinador que tem uma visão global do clube, não um que permita que os clubes onde está realizem boas vendas. Não, o meu crédito é ter conquistado títulos em todos os lugares onde estive. No Al Nassr, por exemplo, tinha jogadores que já estavam lá há cinco anos e que eram a base da seleção», referiu.

«Não tenho dúvidas de que sou hoje melhor treinador. Um treinador não vive da experiência, mas sim das experiências. Os pequenos e grandes encontros tornam-nos melhores como homem e como treinador, porque não separo os dois. Entre um grande clube como o Benfica, a passagem pela Arábia Saudita ou Guimarães, existem tantas diferenças. Sinto-me mais forte, melhor.»

Questionado sobre o que diria a um presidente que o queria contratar, Rui Vitória foi muito claro. «Primeiro: mais do que um bom treinador, esta a contratar um parceiro. Temos o mesmo objetivo, somos parceiros, confiamos uns nos outros para atingir o mesmo objetivo», começou por dizer.

«Depois, gostaria de referir o meu perfil de treinador: as minhas equipas estão sempre organizadas, procuram jogar bem e vejo o desenvolvimento permanente de um clube através dos jogadores, nomeadamente em formação. Que o clube, depois de um ou dois anos comigo, já está diferente do que era, que eu deixo uma marca. Sou honesto, comprometido, trabalhador e quero um clube que tenha perspetivas de ganhar títulos. Parece-me importante continuar na linha de minhas experiências anteriores: ganhar títulos, onde quer que eu vá.»

Por fim, perguntaram-lhe sobre o sucesso dos treinadores portugueses um pouco pelo mundo fora. «Existem muitas escolas de treinadores portugueses. Aqui em França, por exemplo, há dois que fizeram muito sucesso: Artur Jorge e Leonardo Jardim. O que temos em comum é que fazemos as coisas com a certeza de que estamos a seguir o método certo para vencer», respondeu.

«Nós adaptamo-nos: a primeira coisa que eu faço quando chego em um clube é observar, analisar, tentar entender tudo que se faz no clube. Qual é a sua cultura, a da cidade, dos jogadores, como posso interagir com esses jogadores? Em seguida, vem a maneira de jogar. O que vemos a nível europeu é que, para ir longe, não basta dominar um elemento do jogo. Você tem que ser eficiente nos quatro momentos do jogo. Ter uma definição clara do que deseja.»



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