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Pepa despede-se do Paços: «Já ando há muito tempo com saudade»


O treinador do Paços de Ferreira, Pepa, em declarações na conferência de imprensa após a vitória frente aoTondela (3-2), em jogo da 34.ª e última jornada da Liga e naquela que foi a última partida do técnico pelos pacenses:

«Uma primeira parte na qual tivemos uns problemas no corredor central, o Mario González é muito inteligente, joga muito bem de apoio e estávamos ali com alguns problemas. Mas estava um jogo repartido e talvez até acredito, acredito não, o Tondela melhor na primeira parte do que nós. Na segunda parte, ainda bem que chegou, deu para corrigir. Os jogadores foram fantásticos a perceber onde estávamos a ter alguns problemas. Na segunda parte, aí fomos nós superiores. Estivemos mais confortáveis no jogo, tivemos inúmeras ocasiões para fazer mais golos do que aqueles que fizemos e acabou por ser uma segunda parte muito boa e uma primeira razoável. Nos 90 minutos, penso que tivemos mais oportunidades, estivemos confortáveis no jogo. Acima de tudo com alegria, mais na segunda parte, com alegria a jogar e saber exatamente onde anular o Tondela que nos estava a criar problemas na primeira parte.

[Balanço dos dois anos no Paços] «Foram fantásticos. O recorde é que fica, isso fica para a história, não é nada que nos deixe sinceramente preocupados com isso senão o foco desvia-se daquilo que realmente interessa e o que interessa é sermos competentes dentro de campo. Tudo o que vier depois é por acréscimo. É como aquela questão do jogar bem, o que é que é o jogar bem, o jogar bem não é jogar bonito, é jogar bem, é estarmos organizados e os pontos depois vêm por acréscimo, as coisas entroncam umas nas outras. Em relação aos dois anos, e três aqui, há aqui uma coincidência muito engraçada. É o último jogo e estou a despedir-me numa casa que me diz muito, foram três anos aqui fantásticos e dois anos em Paços, onde eu e a equipa técnica chegámos numa situação difícil também. Estávamos em último lugar e com a ajuda da direção, e acima de tudo dos jogadores, fizemos uma recuperação muito boa. Fica esta imagem de uma equipa que procura sempre a vitória, alegre a jogar, sem complexos, e foram dois anos muito bons. Já ando há muito tempo com saudade, cada treino a que vou já está aquela sensação de nostalgia, mas a vida é assim mesmo. Saio com o sentimento de dever cumprido, de ter ajudado o clube, o clube ajudou-me muito e os jogadores também inexcedíveis em tudo. Fica isso, fica essa sensação um pouco esquisita. Saio com uma palavra de gratidão e sei que as portas ficam abertas. Ainda hoje cheguei aqui a Tondela e a forma como fui recebido por tudo e por todos, é um motivo de orgulho porque mais do que o Pepa treinador, há o Pepa homem, o ser humano, que está à frente de qualquer coisa, isso para mim é o mais importante de tudo. Depois o ganhar e o perder faz parte, nós temos de saber andar nesta vida. Às vezes perdemos, outras vezes ganhamos, outras vezes somos despedidos, a culpa é sempre do treinador, mas é a nossa vida é essa mesmo, portanto, há que saber viver com isso e eu vivo com isso com muita naturalidade.

[Valorizar jogadores] A função também do treinador é mesmo essa. Há os objetivos a cumprir que isso é o objetivo principal, ponto. Mas depois há isso, os jogadores também são valorizados com uma ideia de jogo e fazê-los acreditar nessa mesma ideia de jogo, independentemente de qual seja essa ideia. E tem sido assim e eu fico muito contente quando as medalhas que ficam, não ficam em casa, mas ficam no coração.»



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