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FC Porto: «Liga dos Campeões era um objetivo financeiro desta época»


O administrador da SAD do FC Porto, Fernando Gomes, sublinhou esta terça-feira, na apresentação sobre a mais recente situação financeira dos dragões, que a qualificação direta para a Liga dos Campeões era um objetivo financeiro da sociedade dos azuis e brancos, para o equilíbrio de contas.

«O FC Porto acedeu diretamente à Liga dos Campeões e isto era um objetivo financeiro desta época. Chegar à Liga dos Campeões para ter tranquilidade financeira e sabermos aquilo que é o impacto grande nas nossas contas», expressou Fernando Gomes, em conferência de imprensa, no Estádio do Dragão, onde explicou as razões para o aumento do empréstimo obrigacionista para 70 milhões de euros, um empréstimo que decorre até 21 de maio.

Recorde-se que, na segunda-feira, a SAD do FC Porto comunicou, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o aumento do empréstimo obrigacionista, que se torna a maior oferta pública de subscrição de uma SAD em Portugal, superando os 60 milhões de euros do Benfica, em 2017.

«A oferta pública de subscrição de obrigações da FC Porto SAD 2021-2023 está a decorrer acima do expectável. No fecho do mercado de ontem, estamos neste momento em 48.202.070 [ndr: 69 por cento do valor total da oferta]», constatou o dirigente, que anunciou também que o empréstimo obrigacionista de 7 de junho «não vai acontecer».

«Temos já os meios financeiros para pagar os 35 milhões àqueles que o subscreveram há três anos. Portanto, o empréstimo de 7 de junho vai ser pago, temos os meios financeiros para isso e agora estamos a tentar repô-los para não fazer um esforço financeiro com aquilo que seriam os meios financeiros da nossa gestão da próxima época. Portanto, já o comunicámos ontem à CMVM, vamos aumentar para 70 milhões o empréstimo que era inicialmente de 35. Estamos em 48, não sabemos o que vai acontecer ao fim da tarde. Com toda a probabilidade ultrapassaremos já hoje os 50 milhões, portanto temos todas as condições para poder, com sucesso, chegarmos aos 70 milhões. Se isso não acontecer, essa diferença vai ter de ser reposta pelos meios financeiros habituais e normais do FC Porto. Temos de pensar num futuro, não para já, em poder regressar ao mercado a fazer um empréstimo obrigacionista. Se os 70 milhões forem atingidos, aqui termina a nossa procura no mercado», afirmou.



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