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Carvalhal: «Se calhar só em sonhos imaginei viver um dia como este»


Um dia depois da conquista da Taça de Portugal, Carlos Carvalhal continua emocionado. Na receção ao Sporting de Braga na Câmara Municipal, o técnico recordou a ligação de pequeno ao clube.

«Nunca, nunca… se calhar só em sonhos pensei estar a viver um dia como este. Gostei sempre do clube. Foi ao colo dos meus pais, no antigo Estádio 28 de maio, depois 1.º de maio, que comecei a ver os jogos do Sp. Braga. Lembro-me de andar a brincar lá, ainda sem prestar muita atenção ao jogo, e depois a celebrar os golos, a conhecer os jogadores todos. Um dia tive a vontade e o sonho de jogar no Sp. Braga. Houve um dia em que isso foi possível. Fui aos treinos de captação, e talvez pela minha altura, e não pela minha capacidade, fiquei logo no primeiro treino. Estreei-me com onze anos. Sou um produto do trabalho e não do talento. Consegui ser internacional aos 14 anos, pelo Sp. Braga, percorri os escalões todos, fui capitão, e cheguei aos seniores», começou por dizer.

«Houve um período em sonhei ser treinador do Sp. Braga, e o presidente Salvador convidou-me. Infelizmente, na altura, os meus filhos eram muito pequenos, e os miúdos são muito cruéis. Eles não aguentaram a pressão. Não fui eu, foram eles que não aguentaram, pela crueldade dos miúdos na escola. Tive de abdicar do meu sonho. Ironia do destino. Agradeço ao Sp. Braga e ao presidente por convidar-me, e fundamentalmente aos jogadores, pois foram eles que me ajudaram a cumprir o sonho. Já disse que há muitos treinadores que sonham com a Champions, eu sonhava ganhar algo importante com o Sp. Braga. Imaginem a felicidade que tenho em mim. Sou um homem completamente realizado na minha profissão», acrescentou depois Carvalhal.

Esta ligação do treinador ao clube foi também destacada pelo presidente do Sp. Braga, no seu discurso.

«Queria ter um treinador da casa, com paixão pelo clube, que viesse para ganhar e trabalhar de forma apaixonada, e não apenas para se mostrar, para ganhar algo e para se projetar para outros patamares, como muitos daqueles que cá passaram têm feito, independentemente de terem dado tudo pelo clube enquanto cá estiveram. Mas você veio para ficar e para trabalhar de forma apaixonada», afirmou António Salvador.

O anfitrião da cerimónia, Ricardo Rio. defendeu que a conquista da Taça de Portugal já não pode ser vista como um «acidente de percurso” e diz que o clube é agora «permanentemente candidato a todos os títulos», pelo que apontou já à conquista da Supertaça e do título nacional «o quanto antes».

Foi este crescimento sustentado que Carlos Carvalhal também destacou, lembrando que o plano passa por estabilizar no topo.

«O Braga está em crescimento, mas não tem 40 taças. Esta é a terceira taça. Estamos a trilhar o caminho para que o Braga, de forma sustentada, consiga atingir um patamar ainda mais elevado. É necessário dar passos, e a obra tem sido excecional. A diferença está cada vez mais diminuída, e um dia o Braga vai chegar lá acima, mas tem de ser de forma sustentada, para não ir lá uma vez e depois só voltar quinze anos depois», referiu o técnico.



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