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«Na Hungria olham para o Cristiano Ronaldo como um exemplo de trabalho»

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«Os espiões magiares» é uma série de três conversas com jogadores portugueses que jogam na Hungria e que, ao Maisfutebol, fazem a antevisão da estreia da «equipa das quinas» no Euro 2020 frente à seleção anfitriã, na Aréna Puskás, em Budapeste.

Tiago Ferreira deixou a Roménia para jogar Hungria e diz ter saído a ganhar com a troca.

O defesa-central de 27 anos, formado no FC Porto, joga no histórico MTK Budapeste e foi colega de equipa de dois internacionais húngaros na última temporada.

À Seleção Nacional deixa um incentivo para o jogo de estreia na próxima terça-feira, na Aréna Puskás: «Portugal tem de entrar bastante forte no início. Tem de mostrar que é campeão da Europa.»

É possível comparar esta Hungria com a que jogou connosco no Euro 2016?

Agora jogam mais como equipa. O treinador italiano Marco Rossi incutiu um espírito de grupo mais forte. Nessa altura, eles tinham o Dzsudzsak, que era a grande estrela. Agora não já não faz parte, porque está numa fase descendente da carreira, e a grande figura deles, o Szoboszlai, também não vai poder estar. Será, por isso, uma equipa muito baseada no seu coletivo. Dois jogadores desta seleção jogaram comigo no MTK: o Szabolcs Schon, avançado que foi agora para o Dallas, da MLS, e o Roland Varga, que ainda tem contrato mas também pode sair.

Tiago Ferreira com Szabolcs Schon, internacional húngaro e seu ex-companheiro de equipa no MTK

Considera que o público também irá ter um papel importante, já que este jogo vai disputar-se com o estádio cheio?

É o único país onde se vai jogar com 100% da lotação. Não me espanta, já que a vacinação começou cedo e boa parte da população já está imunizada. Pode fazer alguma confusão, porque os jogadores não estão habituados a ter tanta gente nas bancadas. É bem possível que haja aquela adrenalina do aquecimento e que haja aqueles primeiros cinco, dez minutos de alguma estranheza até se ambientarem.

Cumprindo o papel de «espião» português na Hungria: qual o principal perigo desta equipa húngara?

São uma seleção muito unida. Têm dois avançados fortes, que jogam na Bundesliga: o Adam Szallai e o Roland Sallai. Jogam num 5-3-2, num 3-5-2 em situações ofensivas. Fazem um futebol pragmático, sem rodeios, baseados numa boa organização defensiva e num jogo mais esticado nos dois pontas-de-lança. Mas, aí, nota-se a falta o Szoboszlai, o número 10, que com o seu talento poderia criar muito perigo nas costas dessa dupla.

O que Portugal terá de fazer para ultrapassar esta Hungria?

Temos de entrar bastante forte no início. Portugal tem de mostrar que é campeão da Europa. Tem de entrar com essa atitude, com essa vontade de mostrar que é melhor e que eles não vão ter hipóteses. Será um jogo em que certamente teremos mais a bola, eles próprios irão dar-nos essa iniciativa. Possivelmente, será muito tático, com as equipas com algum receio de arriscar, mas teremos de pressionar desde cedo, para que as coisas não se compliquem.

Na Hungria tem peso isto de defrontarem a seleção do Cristiano Ronaldo?

Eles vão estar muito atentos a Portugal muito por causa dele também, que é um fenómeno global. Olham para o Cristiano como um exemplo na Hungria pela capacidade de trabalho, além do talento que ele tem. Os húngaros como têm alguma influência alemã admiram-no pelo que treina, por exemplo.

Jogou três anos na Roménia (Universidade Craiova) antes de vir para a Hungria. Que diferenças encontra entre os dois países?

A Hungria é um país mais desenvolvido. Budapeste é uma grande capital, é uma cidade tipicamente europeia, com bastante qualidade de vida. Agora, a língua é que não é nada fácil. Nem vale a pena aprender. É impossível. Na Roménia ao fim de seis meses já entendia tudo, na Hungria nem em seis anos.

E no futebol?

Também noto diferenças. Na Roménia eles têm mais talento, mas não trabalham tanto. Acho que na Hungria houve um salto qualitativo. As equipas de Budapeste têm estádios novos, sendo da I a ou II Divisão. Aliás, essa remodelação das infraestruturas aconteceu também noutras cidades do país. A evolução nota-se por exemplo pelo caso do Ferencvaros, que na última época já participou na Liga dos Campeões. É um sinal de que eles estão no caminho certo para crescer.

Central de 26 anos deixou de competir durante seis semanas devido à covid-19

E como estão a correr as coisas para si no MTK?

Estou numa equipa histórica, a segunda com mais títulos de campeão nacional, que está a tentar levantar-se aos poucos. Foi o meu primeiro ano aqui e joguei sempre, até que tive covid, perdi muito tempo de jogo entre janeiro e março.

Como ultrapassou essa situação?

Quando tive covid não tive grandes sintomas. No entanto, ao fim das três semanas, quando voltei após estar fechado em casa, quando começava a correr não conseguia respirar. Passado três ou quatro horas do treino dava-me uma dor no peito. Descobri que tinha uma pneumonia. Voltei a ficar mais três semanas parado. Acabei por ultrapassar isso e terminei a época a jogar em pleno.

Está ainda de férias em Portugal. Quando volta para a Hungria?

Na próxima terça-feira, precisamente no dia do jogo. Mas não vou ao estádio, mas só pode ir quem estiver vacinado. Só o vou ser no dia seguinte. A federação obriga os jogadores a estarem vacinados para a próxima época.

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